Agulha de Vinil: Led Zeppelin – Celebration Day


Assombroso é o legado que os Led Zeppelin deixaram para as gerações vindouras. O estilo, as bases das suas fundações, a própria noção de banda influencia ainda hoje a música que ouvimos. No dia 10 de Dezembro de 2007, no London’s O2 Arena, os Led Zeppelin, banda mítica dos anos 70 (a melhor?), reunia-se mais uma vez para tocar ao vivo. O senhor Robert Plant, nascido em 1948, com a sua voz única, considerado pela revista Hit Parader como o melhor vocalista de Metal de todos os tempos, o grande Jimmy Page, nascido em 1944, guitarrista que dispensa apresentações, o baixista e compositor John Paul Jones, da colheita de 1946, que inspirou músicos que hoje desfilam nas paradas da billboard e Jason John Bonham na bateria, filho do célebre John Bonham, completava o leque de músicos lendários que dariam um concerto mítico no Arena em Londres. Somente em 2012 foi então lançado o trabalho ao vivo que os Led Zeppelin tocaram em 2007: dois CD’s e um DVD, Celebration Day de seu nome. Os grandes temas estão lá todos: “Good Times Bad Times”, “Black Dog”, “No Quarter”, “Stairway to Heaven” e “Kashmir”, tocados por estes senhores com um entusiasmo como se estivessem a começar agora, para delírio de um público que abarrotou o recinto.

Desde a morte do baterista John Bonham, em 1980, que a banda deixou  de dar concertos ao vivo, salvo apenas raras exceções; imagine-se então toda a expetativa à volta deste concerto em Londres, com uma conferência de imprensa digna de um evento mediático (que aliás está patente no DVD). Aquela velha máxima do “quem sabe, sabe” não se torna num cliché, à medida que vamos assistindo a banda a tocar exuberantemente, tema após tema, com uma vitalidade de fazer inveja a… mim, para começar.