“Dust to the Sky” é o álbum de estreia de Luís Barbosa


Nos doze compassos que servem de base ao blues, já quase tudo se ouviu, mas o blues nunca se esgota, porque, mais do que malhas de guitarra, é feito de sentimento. E Luís Barbosa – como se diz na nação que serviu de berço a este género de música – ‘has the blues’.

O músico micaelense entrou em 2018, como quem entra numa nova era: deu o passo em frente e ‘libertou’ na internet o seu primeiro álbum, “Dust to the Sky”, um conjunto de sete canções entre o blues, o funk e o rock.

Para já o álbum está disponível apenas em formato digital, mas o objetivo de Luís Botelho é, no futuro, editar o álbum em formato CD e – claro – ultrapassar o oceano que rodeia a ilha de São Miguel e fazer a sua música chegar a outras paragens.

À primeira audição de “Dust to the Sky”, Jimi Hendrix e Lenny Kravitz – com as devidas distâncias, como é óbvio – são alguns dos nomes que nos vêm à memória – talvez pela profundidade, e um certo toque toque afro-americano, da voz, a que falta talvez melhorar um pouco a pronúncia. Em conversa com o músico, percebemos que, de facto, Jimi Hendrix é umas das suas maiores influências, a par de Beatles, Pink Floyd, Eric Clapton, B.B. King, e Buddy Guy.

“Ten Long Years”, uma canção dedicada à memória da avó do músico, falecida há dez anos – “It’s incredible how time flies, and time doesn’t cure” – é o momento mais intimista e profundo, e um dos melhores temas do álbum. Mas “Dust to the Sky” é um conjunto de canção muito equilibradas.

À exceção de “All of My Dreams”, gravada no estúdio de Pedro Silva, que tocou teclas e baixo neste tema, todas as canções foram gravadas na própria casa de Luís Barbosa. “Ten Long Years” contou com a participação de Clemente Almeida nas teclas, e em “Dust to the Sky” Luís Senra toca saxofone. Todos os restantes instrumentos do álbum foram gravados por Luís Barbosa.

“Era algo que já queria fazer há muito tempo”, admite Luís Barbosa sobre o lançamento deste primeiro álbum. Mas não se pense que vai perder muito tempo a admirar o feito alcançado. O músico diz que não consegue “estar parado” e por isso está já a gravar novos temas.

A próxima oportunidade para ouvir “Dust to the Sky” ao vivo é já no próximo dia 24 deste mês, no Raíz Bar, em Ponta Delgada. Há outro concerto a ser preparado, mas ainda está envolto em segredo. Ficamos à espera do que aí vem.

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Foto: © Rui Rofino

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