Octapush: mexer o esqueleto e chorar por mais


Naquela noite nunca esperaríamos  ver Tó Trips e Cachupa Psicadélica de regresso ao Arco 8. Já tinham trazido o mundo à galeria e regressaram com a magia que tanto lhes caracteriza. Apareceram de surpresa e, mesmo sem estarem verdadeiramente presentes, deram aquele brilho especial ao incrível show dos Octa Push!

Aquela projecção, repleta de convidados surpresa e com uma realização digna de qualquer festival de cinema, traz uma nova vida a uma actuação já de si impressionante. A bateria viciante, a mesa de mistura e a presença especialíssima de Ary no baixo já seriam impactantes por si só, mas aquela tela em todo o fundo da galeria do Arco 8 tornou tudo mais especial.

Vieram de Lisboa e trouxeram música de mover o esqueleto e chorar por mais. As influências dos países lusófonos são bem-vindas e o ritmo apodera-se de qualquer alma que por ali passe. Com uma actuação mais sóbria, com mais alma e menos espalhafatosa – já os tínhamos visto no Optimus Alive há bons anos – os Octa Push conseguem dar uma nova vida às suas já fantásticas músicas de estúdio, trazendo-lhes o que mais importa – alma. Na memória para sempre ficará aquela “Please, Please, Please” com os lábios de Catarina Moreno projectados, ou aquela viagem cósmica na companhia de Cachupa Psicadélica e a sua “Gaia Cósmica”.

Depois de tanta noite verdadeiramente surpreendente e inesquecível não sabemos como ainda é possível – continuamos a surpreendermo-nos com o que se passa naquele singular armazém piscatório reconvertido em espaço cultural. Nos próximos tempos deixe-se também surpreender com as Señoritas, no dia 4 de Novembro, e com Sampladélicos, no dia 11 do mesmo mês.

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Foto: Carlos Cabral de Melo

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