A Bruma chega ao Coliseu Micaelense em tons de jazz


Mistério, incerteza, mística. A bruma que se assola sobre os vales, a bruma que, teimosa, cobre os picos, a bruma que, vinda do mar, cobre a terra de saudade. O imaginário insular é rico como nenhum outro, mas talvez não haverá nada que o melhor caracterize. A bruma que só os insulares entendem, que traz uma espécie de conforto na solidão, um conforto no isolamento de um mar imenso.

Há quem acredite que só um verdadeiro ilhéu poderá sentir-se ilhéu. Mas a verdade é que seria de um absurdo egoísmo isolar o que o isolamento é capaz de nos trazer. Talvez por isso, BRUMA Project é o projeto que promete levar a alma açoriana a outro nível. Numa mescla entre açorianos e continentais, propõe-se dar uma nova vida a temas do cancioneiro insular, agora numa fusão jazzística irresistível.

Quando falámos com Sara Miguel, mentora do projeto, a ansiedade para o final do ano era muita – afinal, o lançamento do tão aguardado álbum de estreia estava a uns meses de distância. Agora, o final do ano está aí e a tão aguardada tour de lançamento do primeiro disco de BRUMA PROJECT teve início ontem, em Angra do Heroísmo, e seguirá para as Velas, Madalena e Horta.

Hoje, todos os caminhos vão dar ao Coliseu Micaelense. Para além dos tão talentosos músicos inseridos diretamente no projeto, entre os quais se encontram Luís Senra ou Michael Ross, o espetáculo reservado para Ponta Delgada contará com a presença de convidados muito especiais como Zeca Medeiros, Rafael Carvalho ou Aníbal Raposo. Mais especial ainda será a interpretação do espetáculo em Língua Gestual Portuguesa pelas mãos de Inês Peres e Raquel Veiga. Será, certamente, inesquecível.

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Foto: © Direitos Reservados

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